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11 de jun. de 2010

Um conto

Ele correu tanto que as pernas não respondiam mais. Seu cérebro dizia: corra, corra, pois você vai morrer. Mas as pernas sucumbiram ao cansaço. - Pelo amor de deus, corra, corra seu estúpido. Não olhe mais para trás, apenas corra.

Mas ele torcia o pescoço ensanguentado e olhava; desesperava e gemia. Agarrava as raízes à sua frente, tentando arrastar seu corpo. - Seu estúpído, do que adianta trinta centímetros por minuto? - o cérebro brigava consigo mesmo.

Então enfureceu-se e agarrou uma pedra qualquer. Fez questão de sentir se era pontuda o suficiente. Golpeou o cérebro cinco vezes, exatamente. - Idiota, isto é suícido!

Preferia toda esta dor, todo este masoquismo, a ser ser devorado pela besta.

(CONTINUA)

10 de jun. de 2010

Poetanto (5)

Lapiseira
Caneta
Ou giz de cera

Na mesa

Queria
A sobremesa

Desenha
Resenha
Desdenha

Cozinha
Coisinhas

Que tal brigadeiro?
Com algum tempeiro?

8 de jun. de 2010

Poetando (4)

Assobia
Sorria
Se fosse sexta-feira eu cantaria
Mas tudo não passa de ladainha

7 de jun. de 2010

Poetando (3)

Seu coração é fraco
Pois qualquer acaso
Não faz descaso

6 de jun. de 2010

Poetando (2)

A vingança
Era tamanha
Que a ânsia
Tornou-se barganha