21 de fev de 2015

O fim

O fim deveria vir com mais firmeza. Parece-me tão fraco. Frio, porém cambaleante. Dar-lhe-ei um fortificante. Pois preciso de uma presença marcante e definitiva.

Desejamos, então, novos começos e recomeços.

Lembrança (2)

Deveria parar de insistir em certas coisas, pois são perigosas. Não para corpo, para a carne. E sim para a mente. Este espírito curioso faz mais mal do que bem.

Bem faz escrever pensamentos e ler coisas novas. Refletir. Mas por caminhos diferentes dos tortuosos e recentes acontecimentos.

Disseram que esquecer é necessário. Mais fácil substituir bons e passados momentos por bons e presentes momentos. Cair nas diversões da vida.

Ah, eu não me renderia tão fácil. Apenas deveria. E quem deve fazer, necessariamente não o vai fazer. O passado é tão melhor, só não é mais possível.

Então viveremos o presente e faremos o impossível. Pois o impossível é exitante e desconhecido.

Mãe

Incorreto é subestimar a inteligência prática dos mais velhos. Pois na vida nem tudo é teoria e cálculos. Há também praticidade e vivência.

Assim disse: tudo que gosta de você, volta para você, em algum momento. Seja seu animal de estimação, um público fanático por suas habilidades ou um amor da vida.

Parta para outra, disse.

Um conselho bem simples. Pois pensar demais é pior do que apenas ignorar alguma coisa, mas de maneira sábia.

Afinal, as coisas, uma hora ou outra, seguem o rumo natural da vivência, seja ela social ou emocional.

20 de fev de 2015

Lembrança (1)

Deveria desprezar todos as lembranças que desabam nos olhos ao fechá-los. Entretanto, o sorriso é muito marcante.

Dificilmente insincero, dificilmente mentiroso.

Exuberante e singelo ao mesmo tempo.

E, provavelmente, sobreviverá inconscientemente depois que tudo passar.

Overdose de café

As coisas deveriam ser mais simples e o mundo menos atormentado por questões que insistem em retardar nossa felicidade.

Sento na calçada, olho a grama, e penso na simplicidade das coisas, é tão confortável, entretanto, ao mesmo tempo tão sem graça.

Queria ter a fórmula do equilíbrio entre caos e a serenidade. Talvez eu precise mais de caos, e, os outros, de serenidade.

Na verdade, queria voltar dias atrás, em que éramos uma complexa mistura dos dois aspectos, com  constante demasiado desiquilíbrio, e ainda conseguíamos sorrir.

Só não devo. 

19 de fev de 2015

Lá vai, lá vem. Um sopro de vitalidade. É tudo que importa...

Algumas pessoas preferem plantar árvores.

Outras preferem sair durante as noites dos finais de semana, como vampiros, reabastecer suas energias e seguir com o clico vicioso. Afinal, todo vício é bom.

Eu prefiro plantar árvores e mimá-las.

Com certeza, gostaria que vampiros fossem mais amigáveis e compreensíveis.

(...) E que gostassem de árvores.