31 de mar. de 2010

TIC - tac - SPLASH!

O Sol se jogou entre as montanhas e as nuvens escureceram em breves minutos. Segundos após, círculos inscritos espalharam-se pelas águas do lago. Tic tac, TIC TAC, bém BÉM! O relógio marcou meio dia e, nos milésimos seguintes, a chuva molhou a rosa branca no jardim do Convento cor-de-anil. Uma infortunada pétala foi arremessada no chão pela injuriosa água e, em uma corrente de lama, pedra e desgosto, o belíssimo branco não mais branco permaneceu. De terra foi tingida a pétala que continuara a perambular pelas águas, sinuosas e lamacentas. Então, ela chegou ao ponto de encontro, vulgo lago dos círculos inscritos em movimentos rítmicos. Ora mais rápidos, ora mais lentos, ora tímidos, ora violentos. E o que era branco, que ficou cor-de-terra, que viajou em águas lamacentas, pereceu no fundo do repentino festival. Tudo o que via eram círculos inscritos.

Splash, splash, SPLASH! É o som da queda das nossas pedras, caindo no lago e enterrando a pétala. Nada há de fazer em tempos de tempestade, loucas tempestades de chegada inesperada. Esperançosos, aguardamos o cessar dos maus tempos e, com a rosa em mão, uma belíssima rosa de cor branca em decadência, buscamos a pétala perdida, tão maltratada, deformada e imunda. 

27 de mar. de 2010

Então seria...

Seria uma atitude conservadora para pessoas conservadores. Pois, se assim não fosse, não haveria sentido algum, seria fachada, algo condicionado porém deixado de lado.

Água para fogo com intuito de apagá-lo. Ela evapora e retorna ao seu ciclo. Assim não sendo água não restaria em breve, certo?

Por que um filme brasileiro, extremamente ruim, fica em cartaz por tanto tempo? Que lei é esta? Por favor! Avaliem a qualidade!

Hoje desenhei um jardim, com árvores ríspidas, ignorantes e tortas. No topo de cada árvore jaziam cidades fantasmas. Admirei o desenho e o preguei em meu quadro de avisos.

Finalmente conclui que adoro escrever textos sem sentido.

25 de mar. de 2010

Entre linhas mortíferas

Encontrei-me observando o chão. Olhando deliberadamente para os desenhos em forma de quadrado, retângulo ou algo parecido. Recordei uma brincadeira de infância, a qual consistia em pular de "quadrado em quadrado". E não se podia pisar nas linhas, as quais delimitavam os "quadrados". Eu pensava: se eu pisar na linha significa morte na certa.

Recordando tal brincadeira, conclui que tinha bastante medo de morrer em minha infância. Hoje não sei se deveria ter o mesmo medo, pois tenho algumas idéias desenvolvidas. Como não sei o que vem a pós a morte, porque ter medo? Talvez seja algo muito bom, tão bom que palavras não poderiam descrever. Também pode ser algo demasiadamente ruim, triste e angustiante. Encontraria-me no nada ou na escuridão?

Não tenho medo dessa incerteza, pois sei a morte é irremediável. Tenho medo apenas de deixar saudades nas pessoas que me amam, uma dor que poderia ser evitada se eu não partisse.

Mas certas coisas na vida são irremediáveis e a morte é a mais certa delas. E você convive tanto tempo com a certeza de que um dia, mais cedo ou mais tarde, você partirá, que o medo se torna pó.  

21 de mar. de 2010

Esforço é recompensado com crescimento

Os dias deveriam ser mais longos para que coisas mais interessantes tenham a oportunidade de acontecer? Talvez eu não tenha corrido atrás desses fatos, talvez passem despercebidos, talvez estejam ao meu lado, quem sabe não é um amigo, ou o mosquito que pousou no meu nariz durante a noite? O que você acha? A sua opinião é um fato interessante?

Observo uma crise nos blogs iniciados por estudantes da área de humanas. Semanas e semanas sem escrever. Um mísero post por semana já é muita coisa, acho que é um ótimo exercício intelectual. Mas me decepciono ao checar a lista de blogs e me deparar com as mensagens: "2 semanas atrás, "3 meses atrás", "Vários meses atrás". Bem, talvez vivamos ocupados ou dotados de preguiça, mas um esforço sempre é bem vindo.

Pois esforço é recompensado com crescimento.

15 de mar. de 2010

Por favor, defina fim de semana.

Eis que noite de Domingo é desesperadora. Apesar de ser extremamente necessário dormir, você não dorme. Não é agradável largar o fim de semana e entrar no início de semana, tudo separado por uma soneca. Aí você se toca que a semana começa no Domingo e termina no Sábado. E tudo fica perdido. Então, teoricamente, o final de semana consiste apenas o Sábado. E, digamos, também sexta feira à noite. Sábado e Sexta-Feira à noite, dias em que dormir cedo não é preocupação. Verdadeiros finais de semana livres de obrigações fisiológicas que podem aguardar por algum momento. Não que isso seja saudável.

Aproveite enquanto pode. Pois Sábados podem ser confiscados para trabalhos extras.

14 de mar. de 2010

FIM fora de alcance

Escrevo em uma noite na qual estou muito cansado. Simplesmente resolvi escrever sobre qualquer coisa e tenho certeza que as próximas linhas serão tediosas, mais do que as primeiras.

Primeiro, sismei com algo que vi hoje. Mulher se pesando na balança antes de fazer um lanchinho. É, quase não acreditei. Enfim, não fiquei tão chocado assim, mas foi uma cena esquisita. Não sei se é habitual, não faço a mínima idéia.

Segundo, fazer um Shopping em frente ao valão é "o fim da picada"? Não sei se mais espanta ou chama consumidores. Correr para dentro do Shopping para escapar do mau cheiro ou nem chegar perto do local por causa do odor desagradável? São perguntas idiotas que acabei de formular.

Terceiro, lembrei-me de um texto marcante. Dizia que vivemos para o sexo... queremos ter boa aparencia, vestir roupas legais, corportar-se de maneira agradável para o sexo oposto, ter dinheiro para oferecer tudo... tudo para facilitar o... Mais besteiras... Mais besteiras... Concordo em parte. Mas pulemos esse assunto, não quero discuti-lo no momento.

Quarto, não sei o que devo escrever. Talvez enrolar mais o leitor. Creio que a este ponto não há nenhum leitor... Bem, tentarei encontrar algo de interessante para fazer.

Quinto, FIM, e o FIM nunca é alcançado quando o texto é demasiadamente ruim. Então este é um fim fora de alcance, também conhecido como inalcançável.

8 de mar. de 2010

Consideração

"Fazer lead é muito chato, mecânico e entediante", essas foram palavras parecidas com as que meu colega, da optativa de crônica, proferiu. Imediatamente me identifiquei com essas palavras. Acredito que jornalismo não deve se resumir a reportagens que até podem parecer importantes e interessantes, digamos que são, mas que, na minha opinião, não apresentam nada demais. Não encontro entusiasmo ou algo de diferente que possa fugir da objetividade padronizada, é apenas uma reportagem como sempre foi, não é? A obrigação... Jornalismo não precisa ser tão direto e rude, é preciso trabalhar a língua e isso eu amo. Eu aposto em literaturas alternativas e aí está a crônica e outras vertentes.

Eu odeio lead, lide, ou seja lá como você denomina isso. Tudo gira em órbita do fazer diferente.