15 de jul. de 2011
14 de jul. de 2011
Questão de bom gosto
Depois de algumas tardes frias o tempo esquentou. Pessoas agora têm desculpa para usar óculos sol, o céu não mais está nublado e a luz já incomoda os olhos.
Lentes escuras são acessórios para o ego, acredito. Comprovo, pois surpreende um céu fechado, a cidade na penumbra e indivíduos mascarados de óculos de sol.
Não culpo o costume, haja vista o fato de que um país tropical há de apresentar muito sol em seus meses. Culpo a vaidade, esta a qual deixa as pessoas ridículas de vez em quando.
Acusariam de questão de opinião. Pois é, em um blog pessoal e nada factual, a opinião conta bastante.
11 de jul. de 2011
Nota do dia XIII
Rosas murchas em seus cadernos - mumificação de lembranças. Lembrar ou não lembrar, como não fazer ou como fazer.
10 de jul. de 2011
Estado de situação
Deparo-me com cursor piscando, luz apagada e canção aleatória em minha playlist. Entende-se que o suposto cursor anda para a direita, deixando letras no caminho percorrido, da direita para a esquerda e ao som da música.
A música não deveria interferir no conteúdo, mas assim não é e disfarçar é em vão.
Não há muito tempo fui surpreendido com a pergunta de que seriam apenas jornalistas que tinham blogs. Queria responder educadamente que atualmente não fazia diferença, todos poderiam ser contratados como esse indivíduo. De fato, um assunto irrelevante para mim e extremamente mastigado ao ponto de ser irritante. E, é claro, não fui indelicado e apenas permaneci em silêncio e parti. Não pareceu errôneo em comparação à grosseria que me sairia antes.
Vejo meu cachorro estacionado nas escadas.
Gosto de cachorros pois você pode perguntar algo e imaginar a resposta. Daí você olha nos olhos do animal e sempre pensa que ele gosta muito de você, sempre concorda com tudo, sempre atento, sempre pulando por aí. Espécie de sobrevivência. A dependência leva a loucuras. Acredito. De fato, ele gosta muito de você. E não duvide senão ele te morde. Mas as pessoas também mordem.
Ter animais de estimação é saudável.
Ter animais de estimação é saudável.
Acho que gosto de cursores e de penumbra em meu quarto, alguma coisa já corrente no sangue. Desconheço toxinas, desconsiderando a cafeína. Na verdade, não sei o que ela seria. Bem, de vez em quando gostaria de possuir um pensamento linear. Mas eu me viro com este aqui.
8 de jul. de 2011
Intertexto
Esta invenção, um tanto conhecida, consiste em um ritual pré-pensado. Visa reconhecimento próprio, espécie de provação exacerbada de alguma relação ou coisa.
De fato necessária, pedida e louvada pelo usuário. Reconfirmação da personalidade, pessoa, o olhar diário no espelho. A água corrente que sempre contempla caminhos livres, fluir sem impedimentos.
Mas tinha uma pedra no meio do caminho. Já haviam avisado, cantado e recitado.
Água mole, pedra dura. Fez-se o machucado que nunca mais sarou.
No meio do caminho tinha uma pedra, ignorada, imóvel, calada. Simpática e dolorida.
6 de jul. de 2011
Um tempo fenomenal
O vento poderia ser mais frio e a ansiedade mais intensa, nenhuma diferença. O que ele sabia era que haveria de esperar, o resto era incerteza.
Os ponteiros já andaram meia volta, talvez uma completa, despercebida. De fato, já se encontravam perdidos em um círculo de números simetricamente separados e envolvidos em vidro, vulgo relógio.
Relógio ao lixo, pois de ansiedade o alimentava. Perdido como os ponteiros. Assim, o artefato foi descartado.
Relógio ao lixo, pois de ansiedade o alimentava. Perdido como os ponteiros. Assim, o artefato foi descartado.
Encontrado em meio aos entulhos, acolhido em um pulso. Arranhado mas funcional, um relógio fenomenal. Fenomenal em criar ânsia.
3 de jul. de 2011
Estupidez
Não diria ser estúpido comparar vidas agitadas à vidas tediosas. Pois, na maioria das vezes, assim é escolhido pelos sujeitos. Por tanto julgar opções trata-se de equívoco, já que são escolhas de livre vontade e apreciadas pelos usuários.
Escolhas às vezes são atribuídas ao campo da inclusão. Daí contempla-se estupidez, bem camuflada e mortal. Aquela que esgota a mente e simula o prazer.
Vidas infelizes, vidas perdidas, vidas que não sabem que estão perdidas. Apenas consequências. Estupidez, bem camuflada e mortal.
Escolhas há de serem livres. E seus caminhos nos guiam à inclusões espontâneas e preenchedoras.
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