31 de mai. de 2012

Abracadabra

O que representam cinco, seis ou nove histórias mal contadas. Ladainha, ilusão, conversa precipitada... Induzem noites mal dormidas e pesamentos pouco relevantes. Por isso, é tolo, mas precisamos acreditar em um mundo do nosso jeito, com histórias de finais felizes e 'abradacabras'. Ao menos nos momentos de descanso do caos da realidade, em casa, tomando café, e olhando para o teto.

28 de mai. de 2012

O reflexo de um ato é infiel

Tudo o que lhe desconcentra não é potencialmente uma mentira, mesmo que assim você o queira. A estratégia de todos os grandes e insanos líderes certamente é manter-se alienado em seus deveres, e apenas isso. As consequências, quando analisadas, os levariam a loucura. Mas, de fato, já são birutas.

26 de mai. de 2012

Adoramos presentes, e odiamos o passado

Primeira impressão

O vermelho na lona reflete, de certa forma, no verde da árvore. Deveriam ser da mesma cor, os dois. Ainda, de um verdinho clarinho. Não são impressões ou realidades, trata-se de resquícios.


A galinha


O mais inocente nisso tudo é a galinha, que, assustada, corre sem saber ao certo o porquê. Alguns alimentariam todas elas, ficariam empanzinadas e morreriam agonizantes. Uns dariam atenção à barbárie, outros não.

O silêncio é necessário


Torna-se muito mecânico com o tempo, e nem se pode ouvir fonemas ou palavreados com coerência. Mais adequado seria outro ritmo. De fato, não é uma autocracia. Então, lá atrás de toda a multidão, contempla-se o silêncio, sempre agradável e pouco complicado.


Segunda impressão

Deveria fazer aula de teatro, mas ainda se cultua a espontaneidade sincera. Ignorar é ignorar, e não destrói nada.

Esdruxulez e promiscuidade, visados

Hoje são todas bonitos e bonitas, poderosos e poderosas, potencialmente super-heróis. Piruetas que atravessam o terreno rochoso, e mergulhos que separam mares. Outra parte é de invejosos, mas nem por isso infelizes por não fazer o mesmo.

Última impressão

Nem tão mal e nem tão ruim, um pouco de muito silêncio, a visão das galinhas e o balanço das árvores em contraste com o da lona vermelha. Passa um passarinho e deixa um embrulho. É o devorador de ânimo. Acho que não merecia tão pouco. Adeus.

22 de mai. de 2012

A chuva, a cidade submersa e um banho do carro

Este casaco é tão estiloso e cumpre muito bem sua função, até demais. Transmite certo caráter fechado e negro, aliás, engana muito bem. Ainda quero muito dormir com a varanda aberta, contemplando a cor escura da peça, enfim, já está sempre tudo escuro. Apenas finjo que posso ver coisas que se confundem com a penumbra.

Novamente, e quase que sempre, fecharam a varanda. Nem sempre se pode trancar certas coisas, ou mantê-las abertas. Um noite quente de novo, assim não sendo, no mínimo, transpirei um pouco.

Fazer as coias com o suor do próprio trabalho, bem como conquistar e zelar pelas coisas. Comprar, amar e usar. Além de tudo isso, não se pode correr atrás para sempre.

Um bom banho para lavar o cabelo, pegajoso com suor do travesseiro (de dias). Prefiro ir ali fora caminhar na chuva. É fresco e úmido. De verdade úmido, sem quebra-cabeças ou labirintos. No máximo, morrer de frio.

Hoje vou dormir ao relento, o som da chuva de background. Quem precisa de outra coisa, quando se tem tudo isso. São muitas gotas de chuvas, hoje, todas suas e minhas.

13 de mai. de 2012

Carta para nós mesmos

Era uma lua que contemplou a eclipse bem de perto. Agora é ela mesma, novamente, não porque o tempo foi generoso ou pois as coisas são anteriomente já estipuladas. É questão de apostar em tempestades.

Pois tempestades destroem sem piedade. Assim, tudo é reconstruído com cautela e reforçado três vezes mais. Que venham mais situações instáveis, pois a estrutura é forte.

Flores, chocolates ou bilhetes lamentosos não farão diferença. Aliás, nunca fizeram. Algumas pessoas, situações e calamidades simplesmente não merecem nossa pouco preciosa, mas sincera, atenção.

Por aí, apostamos que há quem mereça.

27 de abr. de 2012

A (des)essência das coisas

Não é tempo de revolta ou lamentação, apenas de se ocupar com situações menos complicadas e extremamente alienantes.

Algumas coisas tornam-se interessantes de imediato, outras perdem o direito de nossa preocupação e dedicação. Certos indivíduos ignoram incômodos, já outros os equilibram com vícios de nomes diversos. Adentrando, certos seres apenas não sabem encontrar ou lidar com um dos dois caminhos. Mas as coisas apenas são o que são, existem e precisam ser enfrentadas. Por tanto, devem ser observadas de maneira coerente, ou incoerente. O que vale é a reflexão.

Gravatas são interessantes, engraçadas na verdade. Coloridas e listradas. E a combinação com camisas, também multicoloridas e afins, não é ínfima. Veja, a essência não está no indivíduo, ou no objeto, e sim no conjunto. Não são apenas gravatas e camisas, na verdade. Existe um, pois o outro lhe dá função de assim ser. Assim, em uma comparação tosca e completamente ao avesso, algumas pessoas são mais essenciais que outras. Não no sentido de mais valorizada em relação ao outro, mas no sentido do egoísmo individualista. Essencial para si mesmo. E portanto em uma espécie de vazio de sentido. Ah, sim, não são tão justas com os outros e consigo mesmas. E por aí costumam comprometer indivíduos.

Algumas pessoas, mesmo já de alguma forma comprometidas, sempre estarão dispostas a lhe fazer menos essencial. Ainda bem.

Aliás, acho que anda disso fez sentido.  O que vale é a reflexão.

23 de abr. de 2012

A tartaruga e a lebre

Penso rápido demais, ou nem penso, e nada entendo. Então, em uma tentativa estranha e em vão, ando de um lado para o outro, tentando compensar toda essa energia em descontrole. Ultimamente muito afobado, concluí. Espécie de mecanismo de defesa.

Uma carapaça de algum animal, em que eu possa me resguardar dentro dela. No interior, estou rolando,  rodando, ou cambaleando, ou os três, muito rápido, como que amarrado numa roda sem eixo central. Não consigo pensar em nada, e apenas vem adrenalina em mente. Praticamente dopado, como disse, mecanismo de defesa. Algumas coisas não devem ser mencionadas em mente.

Nem pensar, nem existir. Já foi.