12 de ago de 2011

Fragmentando lembranças

Inerente a boa convivência e extremamente convencional, é conhecido e chamado como "ato de lembrar". Este também entendido como presentear, abordar e cobrar.

Presentear em um sentido apenas psicológico, desprovido de intenções posteriores, aquelas que começam com abordar e terminam em cobrar. O caso desenvolvido é o mais inocente e extinto, apenas a pura reflexão do lembrar.

Tal atitude consiste em si próprio e aos outros. No indivíduo, temos o ato de encher estantes com fotos em lembrança e culto ao passado, ótimos eventos em papel especial que extinguem as dores presentes. A vivência momentânea de gloriosos tempos.

Do indivíduo para o outro, é a representação da presença de quem se gosta. Um namorico com imagens ou a ilusão da onipresença de alguém.

E, nos dois casos, não vejo vantagem a longo prazo. Mas o que me vem em mente, entretanto, é que as pessoas gostam de ser lembradas.

8 de ago de 2011

2) a calmaria

A calmaria consiste em um evento esporádico, por vezes planejada, querida e louvada. É advinda de situações harmoniosas, normalmente oriundas da boa sorte e escancaradas para quem quiser conturbar.

É recomendável aproveitar, usufruir, bem como compartilhar. A calmaria sempre deixa boas impressões, pois assim foi concebida em seu significado mínimo. Uma programação procurada, rara e extremamente seletiva.

Abrigo, nesse caso, consiste em correr fora. Pois aproveitar não revela competências, o que torna o recessão do evento a antítese do mesmo.