20 de nov de 2010

Você parece um anjo só que não tem asas

Rua fria e noite de penumbras, o prédio resguarda uma luz no quinto andar. As sombras dos alicerces de concreto mesclavam-se com os galhos da vegetação.

Uma corrente de ar perturba as folhas, distorce o silêncio. Vulto em queda. A coruja voa, os grilos cantam, certa música de bar ao fundo.

Corpo no chão, a trajetória no ar  revelada pelo pó e névoa. A coruja também pousou na terra, com seus olhos grandes.