28 de jul de 2011

A loucura

A fila media cerca de alguns metros, aparentemente um rebanho. Digo um rebanho, não para os cidadãos ali presentes e sim para o pastor. O temível pastor do Terminal.

Uma espécie de cerimônia, a última de um desespero acumulado por décadas. Vestido elegantemente e munido da bíblia, o senhor de terno tentava salvar almas. Uma fila de infiéis, deveria assim concluir.

Infiéis risonhos e desleixados. Portanto, um pastor nada temível para a maioria. Mas quem castiga é Deus, talvez ele diria. O dia do julgamento vai chegar. Lá vêm eles, os sussurros no ambiente, e o louco do Terminal.

Senti até culpa, através das palavras proferidas com veemência. Eu, um pecador. Rápidos segundos de culpa. Já, já se foram. E ele, um louco, assim entendia a maioria. Mas, pensando bem, para ele os loucos somos nós. Loucos por não aceitar o Deus verdadeiro, por rir de suas palavras.

Ah! Todo mundo é louco então.

26 de jul de 2011

A guerrilha dos blogs

Consiste, no primeiro momento, em euforia mental, criatividade em alta e entusiasmo.

Textos enormes, conversa afiada e histórinhas.

Em segundo lugar, uma crise pós-início. Grandes lapsos temporais, decresso de criatividade e alegação de falta de tempo.

Parágrafos de quatro palavras e conversa ainda mais afiada.

Por fim, nada mais acontece.

Novamente uma euforia mental. Criatividade em alta, entusiasmo...

25 de jul de 2011

I took my feet

Poderia irrelevar* não atitudes, entenderia como uma forma mais que explícita de iniciativa. Questão de tempo, diria alguém.

Mesmo que grandes, sábios e astutos estrategistas da antiguidade quisessem conquistar o mundo em um dia, eles sabiam das limitações que tornam sonhos e desejos impraticáveis; tecnológicas, humanas e sociais.

Entretanto, alguns seguiram mais o coração e falharam.

Não interpretaria como uma forma de desencorajamento e sim de aprendizado. Grandes projetos, realizações, trabalhos e amores chegam com o tempo, falaria outra pessoa.

Tempo ao tempo, diriam que a pressa é inimiga da perfeição. Afinal, quando se quer algo, um grande surpresa é tão boa quanto o próprio algo.

*não existe na língua portuguesa